UMA RELAÇÃO COMPROVADAMENTE CRIMINOSA

Os Médicos da Indústria Farmacêutica geralmente são autores que escrevem artigos para revistas científicas e livros para médicos.

Em regra esses doutrinadores não têm muito tempo de clinicar (trabalhar e ser pago por isso), mas seus gastos são maiores ainda com viagens, pesquisas, etc. então eles precisam de outra fonte de financiamento.

Em regra quem financia os autores locais é a Indústria Farmacêutica, aquela que precisa de produtos novos com Patentes, para melhorar sua lucratividade.

Você consegue suspeitar porque a preferência de alguns autores por medicamentos de lançamento?

Lembremos é claro que não são todos os autores, que se submetem aos interesses da indústria, porém é claro que a indústria patrocinará, levará para palestras e distribuirá os livros dos autores com publicações que favorecem seus produtos.

COMO A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA CORROMPEU A ASSISTÊNCIA MÉDICA

Neste livro, Peter Gotzshe mostra como a Indústria adultera ensaios clínicos, compra professores para escrever literatura tendenciosa para favorecer remédios de lançamentos (mais caros) em detrimento de medicamentos seguros e mais sedimentados pela prática clínica.

E não são suspeitas, traz somente fatos, investigados e comprovados em processos onde a industria terminou condenada a pagar indenizações, porém ínfimas comparadas ao lucro já obtido e que também as mídias não divulgam, pois esta indústria é uma de suas maiores anunciantes.

Com isso os autores mais éticos são menos “badalados”. Por isso é melhor preferir livros clássicos reeditados, geralmente de origem estrangeira e traduzidos para o português.

São muitas especialidades médicas, não há como saber profundamente de todas, mas na minha especialidade, a psiquiatria, temos o exemplo dos antipsicóticos.

Temos os antipsicóticos antigos (chamados de Típicos) e os novos (chamados de Atípicos), os antigos custam entre 20 e 150 reais para um mês de uso, enquanto que, os Atípicos (novos) custam entre 300 a 1500 reais por mês.

Fácil saber qual destes a Indústria distribui aos médicos nas visitas dos propagandistas. E existem outros mais caros ainda, que sequer distribuem amostras, estes são apresentados por Mestres de Universidades Consagradas nas Conferências da Indústria durante Congressos.

O Médico Speaker

É o médico que está na folha de pagamento da indústria para falar bem dos fármacos por ela produzidos.

Um professor de uma grande Universidade Brasileira, já o vi palestrar em vários congressos e jantares pagos pela indústria, onde ele diz que NÃO devemos mais usar os antipsicóticos típicos, que devemos começar com os atípicos, por serem “melhores e com menos efeitos colaterais”.

Porém isso não se verifica na prática clínica, pois já encontrei pacientes usando os Atípicos com todos os efeitos colaterais como os Típicos, e quando a situação fica grave, sempre temos que recorrer simplesmente ao mais antigo dos antipsicóticos para resolver o quadro, o haloperidol injetável.

Ser conservador não é defeito do médico, em regra, este médico está sendo mais ético, técnico e responsável.

Melhor Custo x Benefício

E aqueles medicamentos distribuídos pelos SUS, em regra, são os de melhor custo-benefício, por isso foram escolhidos, enquanto que, aqueles dispensados via ordem judicial, geralmente, são de eficácia duvidosa ou estão sendo usados quando já não tem mais indicação, como no caso de pacientes terminais, sem chances de cura, que ética e humanamente deveriam ser eleitos somente para tratamento paliativo (alívio do sofrimento até o óbito inevitável).

Leia sobre as Normas para o Médico trabalhar para a Indústria e o Problema da corrupção nesse meio.

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Você Sabia sobre a possibilidade dessa relação entre os Médicos e a Indústria?

Entendeu que atualmente o foco da Indústria é investir nos Médicos Influenciadores, Geralmente Professores com titulações de Mestre ou Doutores? Com isso visitam menos os médicos que apenas trabalham. 

Também se suspeita que a indústria modificou o ensino médico neste século, trazendo a metodologia ativa, onde o aluno estuda sozinho na literatura (comprada pela indústria) com pouquíssimo contato com os médicos, assim se formam mais cativos em receitar mais remédios e de preferências os modernos (de lançamento). 

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